Taxa não ganha de Tempo e a importância de prazos para os objetivos

Faaala Finansfera, beleza?

Este post fala sobre Renda Fixa e algumas elucidações interessantes que vão surgindo com o passar do tempo, estudos e experiência.

A afirmação Taxa não ganha de Tempo é bastante conhecida pelas pessoas com mais tempo e experiência em investimentos, além de ser preconizada com veemência por um cara (amado por uns, odiado por tantos outros) que possui um site/fórum/plataforma bastante conhecido.

O que o famoso médico-investidor e outros tentam mostrar para as pessoas, principalmente os iniciantes, está contida basicamente aqui:montante-juros-composto

Com certeza, você já utilizou esta fórmula, no mínimo na época do colegial: JUROS COMPOSTOS, onde:

  • M = Montante
  • C = Capital inicial
  • i = taxa
  • n = tempo

Em regra, para calcular o montante final, pegamos a taxa (1+i), elevamos ao tempo (n) e multiplicamos pelo capital aportado. Assim, de cara, eu lhe pergunto:

Qual operação matemática possui um crescimento maior? Multiplicação ou a Exponenciação?

Para calcularmos nossos montantes finais, os valores de tempo (N) são sempre positivos (não existe -10 anos!), assim como as taxas que encontramos no mercado são números reais positivos.

Então, consegue perceber que o crescimento numérico de uma potenciação é muito maior que o da multiplicação? O tempo é o fator exponencial. A taxa é o fator multiplicador. Quanto maior o tempo seu capital estiver investido, maior será o fator multiplicador do capital inicial.

Quanto mais tarde pagar Imposto de Renda, melhor

Outro fator que auxilia em um montante final maior, para aplicações que duram mais tempo, é o pagamento do Imposto de Renda. Aqui, ouvimos muito falar na famosa frase:

"Evite girar patrimônio."

Mas o que isso quer dizer?

Se você tem um capital inicial C e deseja aplicá-lo por um prazo de 10 anos (n), o que seria melhor: Aplicá-lo uma única vez a uma taxa pelo período de 10 anos, ou fazer inúmeros reinvestimentos, por exemplo 5 aplicações de 2 anos?

Na segunda opção, você pagaria imposto de renda ao final de cada 2 anos, reaplicando o montante líquido a uma nova taxa disponível na época. No geral, sairia perdendo, pois o pagamento antecipado do imposto diminuiria o capital investido ao longo do prazo.

“Mas NooB, eu posso ter a sorte de, a cada 2 anos, achar taxas muito mais atrativas e fazer com que, no final dos 10 anos, eu tenha uma rentabilidade melhor que uma única aplicação.”

Sim, pode! Mas também pode ter o azar de nunca mais achar taxas como a contratada inicialmente.

Perceba que isto não vai depender de você, é um fator externo que você não poderá controlar. Além do que, esta busca incessante por taxas maiores, investimentos melhores privarão você de viver, curtir a vida! (não seja um escravo das planilhas, cálculos, Home Broker, etc.)

Então devo aplicar tudo em Títulos de Longo Prazo?

Não!

A fórmula acima apenas demonstra matematicamente que o fator tempo é mais interessante que o fator taxa contratada, assim como a explicação de não girar patrimônio, pagando imposto de renda mais cedo, contribui também para um montante maior.

Mas nem tudo na vida é matemática! Somos seres humanos e temos necessidades, objetivos. E lembre-se sempre que para uma boa saúde financeira você deve ter seus objetivos bem definidos de :

  • CP = CURTO PRAZO;
  • MP = MEDIO PRAZO;
  • LP = LONGO PRAZO.

Então, se vc pretende a curto prazo fazer uma viagem, trocar de carro, ou pagar integralmente o colégio de seu filho, não fará aplicações em títulos do Tesouro Direto IPCA+ 2035 ou 2045, correto? Já aportar a cada 2 anos em um CDB diferente com vistas na aposentadoria, pode não ser a melhor alternativa, percebe?

Por mais que as taxas estejam interessantes e o tempo de aplicação seja grande (fazendo jus à matemática), seus objetivos definem o tipo de aplicação e investimento a serem realizados.

Abraços!

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Fechamento Mensal Fevereiro 2017 (+4,31%)

Faaaala Finansfera, beleza?

Segundo mês do ano finalizado. Nossa, é impressão minha ou 2017 está voando?  Se bem que, dizem por aê que quando se faz o que gosta, o tempo passa rápido demais, contudo estes dois primeiros meses do ano não fiz nada de diferente e tenho a sensação do tempo passando rápido mesmo assim.

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O tempo e suas asas… e sua pressa em passar…

Fevereiro foi um mês cheio, vide os posts neste blog: nenhum! 😦 Tenho neste exato momento 11 rascunhos, mas não consegui publicar ao menos um. Por quê? Meus pensamentos ultimamente são consumidos por um “problema” que com certeza compartilharei em um post futuro. O tema? A velha e conhecida compra/venda de imóvel.

Mas vamos falar do fechamento mensal: O mercado continua subindo a montanha em um ritmo acelerado e o resultado foi um mês de Fevereiro melhor que Janeiro para meu patrimônio.  Continuar lendo